O deputado estadual da Bahia Soldado Prisco estará em Aracaju na próxima sexta-feira, 11. No sábado, 12, a partir das 7h, ele participa de entrevista ao vivo no Alô Segurança!, programa de rádio do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) veiculado todos os sábados na Transamérica 90,5 FM.

No programa, ele conversará com Adriano Bandeira e Jairo Júnior sobre sua trajetória em movimentos grevistas junto à Polícia Militar da Bahia, destacará suas opiniões sobre a atual gestão da Segurança Pública na Bahia e apontará os principais problemas enfrentados por policiais civis, policiais militares e bombeiros militares no estado que tem à frente o governador Rui Costa.

Confira breve entrevista com o deputado Prisco:

Adriano Bandeira: Deputado Prisco, quais são os principais problemas que os policiais militares, policiais civis e bombeiros militares da Bahia têm enfrentado e que são possíveis de resolução por parte do Governo Estadual? Onde está o impasse para a resolução dos problemas?

Resposta: O principal deles é a falta de vontade política para resolver os problemas da segurança pública no Estado da Bahia. O Governo do Estado insiste em manter uma gestão da segurança pública arcaica, onde o servidor da segurança (civil e militar) em nada é valorizado. Sofremos com déficit grave nos efetivos da polícia, os militares não possuem sequer periculosidade e plano de carreira decente. O Governo se recusa a dialogar com a categoria. Em 2014, chegamos a formular uma proposta que foi negociada e acatada pelo antigo governador Jacques Wagner, mas nunca foi implementada.

AB: Como o senhor avalia a gestão do governador Rui Costa e do secretário da Segurança Pública Ricardo Mandarino diante dos problemas relacionados à pasta da Segurança Pública na Bahia?

Resposta: Desastrosa e os números são prova de que o que eu falo é a realidade. Ao longo de toda a gestão do PT na Bahia, os índices de criminalidade só crescem. As polícias estão cada vez mais desvalorizadas e depredadas. Se tivemos conquistas nos últimos anos, todas elas só aconteceram com muita luta.

AB: No último mês de fevereiro, foi divulgado pelo Monitor da Violência do Portal G1 que a Bahia registrou a maior quantidade de mortes violentas do Brasil pelo segundo ano consecutivo. Como o senhor avalia esse dado?

Resposta: É o retrato da gestão desastrosa da segurança pública na Bahia. O número só reflete aquilo que alertamos há anos. É preciso valorizar quem está na ponta: o homem.

AB: O Governador Rui Costa anunciou recentemente o pagamento de R$ 13 milhões por prêmio de desempenho policial para as unidades que alcançarem a meta de redução da violência. O senhor considera esse incentivo positivo? Essa atitude resolve os problemas relacionados à Segurança Pública na Bahia?

Resposta: De forma alguma. Além de beneficiar mais o oficialato, contribuindo para a prática do autoritarismo na Polícia Militar do Estado da Bahia, tem por objetivo fazer com que o policial produza a todo custo, ignorando as péssimas condições de trabalho que inviabilizam a própria atividade. São militares em efetivo insuficiente sendo atacados em blitze, entre outras coisas coisas. Tudo para passar a falsa sensação de segurança.

AB: Deputado, o senhor chegou a ser exonerado da Polícia Militar da Bahia e 16 anos depois foi reintegrado à corporação em decisão do Supremo Tribunal Federal. Fale um pouco sobre a sua trajetória de policial militar até deputado estadual e os principais embates com o Governo da Bahia.

Resposta: Eu sempre digo que nada foi dado aos policiais militares da Bahia, tudo foi conquistado em duras lutas e a custa de perseguições e muitas lágrimas. Sempre me indignei com as arbitrariedades praticadas pelo Estado e fui vítima delas ao reivindicar. Fui demitido acusado de panfletar e sem prova alguma de prática de crime militar. Sempre batalhei pela modernização das polícias. Mas não me arrependo, conseguimos a GAP IV e GAP V, direito do policial. Fui preso por participar de movimento reivindicatório, o que só aconteceu porque, depois de oito meses de negociações com o Estado, depois de formularmos um acordo bom para ambas as partes, o Estado ignorou todo o acordado. Acordo que, nada mais era, a modernização da tropa por meio da educação.

AB: Em Sergipe, policiais civis, policiais militares e bombeiros militares se uniram para lutar em favor do adicional de periculosidade, em um Movimento denominado como Polícia Unida. Que mensagem de encorajamento e luta o senhor deixa esses profissionais?

Resposta: União! É o que desejo e espero de todas as forças de segurança do país. Somente com união, apoiando e acreditando em seus representantes mudanças significativas ocorrerão no âmbito das Polícias do Brasil.

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